
Eu sei que pode parecer perseguição. Alguns dirão que eu sou um fanático anti-Lisboa. Bem pelo contrário. Mas, porra, o fecho da Ribeira das Naus é motivo para tal histeria? Ele é abertura de noticiários de rádio e televisão, capa de jornais e tema de debate. Será que está tudo doido?
Será que não se apercebem que para o Sr. António de Sernancelhe, para a D. Joaquina de Viseu ou o Tolentino de Beja, sem esquecer o Sr. Andrade do Porto ou o Professor de Coimbra, a problemática do tráfego automóvel na metrópole não interessa nem ao menino Jesus?
É a mesma história daquele repórter que perguntava à D. Maria de uma aldeia de Vila Real se toda aquela neve era uma calamidade e ela, do alto dos seus 80 anos de vida tentava explicar, em vão, que a neve é algo normal na terra. Ao contrário do que certas almas julgam, não é Lisboa e o resto paisagem. Ou como me dizia um ilustre professor e jornalista, "para eles, Vila Franca de Xira já é Norte".
Em suma, um problema de umbigo.
