Imagine uma das mais conhecidas oficinas de automóvel do Grande Porto, situada em pleno centro da cidade da Maia. Está a imaginar? Consegue visualizar o espaço? As latas de óleo, os desperdícios de diversas cores manchados de negro, os pneus a monte num canto, o barulho metálico das ferramentas a cair no solo, o chão sujo e pegajoso, por vezes escorregadio, os calendários sui generis de loiras e morenas. Uma oficina.
Agora, esqueça todas as ideias feitas sobre este e todos os espaços como este que você conhece. Concentre-se no oposto de tudo isto. Consegue? Então você já está dentro do espírito do “Na Garagem da Vizinha”. Serão nove jovens promessas do panorama das Artes em Portugal, de braço dado com nove dos principais e consagrados valores da Arte Contemporânea portuguesa juntos num só espaço, uma antiga oficina de automóveis, na Maia, mesmo ao lado da Câmara Municipal. Serão nove dias em cheio onde o público pode visualizar os principais trabalhos destes artistas e deixar-se levar por toda a animação adjacente: música, teatro, workshops, etc. "Na Garagem da Vizinha" abre as hostilidades no dia 8 de Maio de 2009 contando já com a presença de, entre outros: André Alves, André Silva, Dalila Gonçalves, Daniel Gamelas, Inês Gama, Maria Sottomayor, Renata Carneiro e Mazza, para além dos consagrados: Franchini, João Carqueijeiro, Marian Van Dar Zwaan, entre outros. "Na Garagem da Vizinha" é a primeira feira de arte contemporânea do género realizada em Portugal, seguindo uma tendência internacional e que pretende ser uma montra do que de melhor se faz nesta área. Um evento a não perder!
Quando fiz o meu estágio de final de curso tive a sorte de ter um excelente orientador, o José Freitas. Por saber a dificuldade de encontrar estágios e de ter sorte nos mesmos, procuro aceitar sempre estágios e tudo fazer para, no mínimo, lhes proporcionar a mesma sorte que eu tive.
Neste momento, no Gabinete de Imprensa da C.M.Maia, temos dois estagiários do 12º ano do INED da Maia. É com orgulho que publico aqui o seu primeiro trabalho experimental. Apenas apresentamos o tema a trabalho: o Festival de Música da Maia. O resto é deles. Só deles. Julgo que todos concordam que os miúdos estão de parabéns. Assim como os professores e o INED.
Um espectáculo que fala da cidade do Porto e das pessoas que a habitam, como se fosse um programa de televisão. Falamos e cantamos em tom sarcástico os nossos defeitos e virtudes. Como rirmos de nós mesmos com inteligência. Uma sátira profundamente divertida.
ESTREIA: 16 de Abril a 30 de Junho / 2009
LOCAL: Teatro do Campo Alegre
HORÁRIOS: de 3ª a Sábado – 21H45; Domingo – 16H00
Direcção / Encenação: Claudio Hochman
Música: Carlos Azevedo
Figurinos: Catarina Marques
Cenografia: Sandra Neves
Desenho de Luz: Júlio Filipe
Elenco: Adriana Faria – Alexandra Calado – Cristina Cardoso – Joana Duarte Silva – Jorge Loureiro – Nuno Preto e Rui Pena.
Brilhante, é a palavra certa para definir o artigo de opinião de Freitas do Amaral hoje, na Visão (pág. 28):
"(Jaime Neves) cumpriu o seu dever. E não exigiu recompensa. Ninguém o ouviu em 1975-76 fazer declarações políticas ou de bravata pessoal. Não deu entrevistas (que me lembre), nem escreveu livros tardios a rebaixar ou a atacar camaradas de armas. Guardou silêncio durante 33 anos. Não se lhe ouviu uma gabarolice, nem uma crítica, nem um queixume (...)É fácil imaginar, por algumas reacções infelizes de agora, os obstáculos que então se terão levantado. Já desde Camões sabemos como a inveja é uma infeliz característica dos portugueses (...) foi feita justiça".
Confesso, devo ter sido dos poucos bloggers que não viu a entrevista do PM. Estava a assistir a um debate sobre o QREN. Paciência, terei de ver a gravação.
Mesmo assim, fui recebendo uns sms. Num deles, o escriba de serviço colocou: “Espectacular, o homem domina as técnicas de comunicação”. Escrito por um perigoso “fassista” da minha área profissional, a comunicação. Por sinal, um PSD daqueles que sabe o hino e tudo. Curioso, nesta palestra, a dada altura, um dos oradores decidiu falar de comunicação, aproveitando o embalo para criticar os jornalistas. Não querendo maçar os leitores e não pretendendo entrar em polémicas (já bastou a minha opinião sobre o Vasco Lourenço, ehehehe) dei por mim a concluir que o orador em causa percebia tanto de comunicação como eu de física quântica. Queixava-se de uma medida avançada pelo PM que, na realidade, é puramente virtual e mera propaganda, algo que ele denunciou e que a imprensa não lhe ligou. No ar pairou uma qualquer estratégia de censura pró-governamental. Escusado será dizer que a Manuela Moura Guedes desmente, religiosa e cabalmente, todas as sextas-feiras, mas enfim. Ficou a suspeita. Eu deveria ter explicado mas não o fiz. Não estava em minha casa e era mero acompanhante de convidado. É fácil culpar os outros. E aqui chamo um bom exemplo que o desmente.
Recentemente passou um ano sobre uma campanha de comunicação feita com pés e cabeça. Pensada ao detalhe e que pretendia chamar a atenção para uma injustiça que este governo se preparava para cometer. Muitos diziam que não valia a pena, que a comunicação social não lhe pegaria pois estava “vendida” ao Governo (o caso Freeport ainda não estava em antena e o estado de graça de Sócrates perdurava) e, pasme-se, outros já tinham tentado. Esqueciam que mandar uns bitaites não conta. A campanha avançou na mesma. Resultado: todos os órgãos de comunicação social lhe pegaram, deram o devido destaque, directos incluídos. A partir daí foi sempre sem parar, a população mexeu-se criando movimentos cívicos e o erro não foi cometido.
O problema é outro. A Comunicação está pejada de amadores que enganam os clientes convencendo-os que os jornalistas se compram com uma boa jantarada e um JB 15 ou resmas de páginas de publicidade. O cliente, por sua vez, pensa que com um powerpoint feito pelo estagiário-escravo de serviço e uma daquelas sessões de massagem cerebral a que chamam “conferência de imprensa” se consegue. É como aquele doente que prefere ir ao bruxo em vez de marcar consulta no médico. Depois, quando a enfermidade não passa culpam o médico ou, no caso presente, os jornalistas.
Na verdade, alguns ainda acreditam (ou preferem acreditar) que é com papas e bolos. Olhem, o Sócrates é que a sabe toda. Em questões de Comunicação não brinca. Claro está que um dia vai deixar de resultar pois “milagres” é domínio da fé e não da Comunicação.
A iniciativa do Aventar é, logicamente, louvável e apreciável. O lançamento de um livro é sempre um acontecimento relevante. A sua pré-publicação na blogosfera é, a todos os títulos, valiosa e para o blogue em um grande momento. Por isso o divulguei, também, no meu. Porém, isso não invalida alguns considerandos. Não tanto sobre a obra mas antes sobre a sua personagem: Vasco Lourenço. Com a qual não simpatizo minimamente. Talvez por isso, ao ver o seu nome, rapidamente me veio à memória outra figura revolucionária: Vladimir Ilitch Lenine e o seu discurso de 1917 aos bolcheviques,
“Todo o poder aos sovietes pressupõe a completa transferência da administração e do controlo económico do país para as mãos dos operários e dos camponeses, a quem ninguém se atreverá a resistir e que, através da prática e através da sua própria experiência, depressa aprenderão a redistribuir adequadamente a terra, os produtos e os cerrais”.
Como se sabe, o que foi distribuído com afinco foi a pobreza e a fome. O nosso revolucionário de trazer por casa queria fazer o mesmo com especial denodo. Felizmente, tivemos todos muita sorte. O que convém não esquecer. Não apagar da memória. Pessoal e colectiva.
O Aventar tem o orgulho de apresentar a partir de hoje e até ao dia 23 de Abril, em pré-publicação exclusiva a nível nacional, o novo livro de Vasco Lourenço, «Do interior da Revolução». Um livro escrito pela jornalista Maria Manuela Cruzeiro que resulta da entrevista ao Capitão de Abril, que recorda alguns dos episódios mais marcantes, muitos deles nunca publicados, do 25 de Abril.
Para surpresa minha fui convidado a fazer parte do blogue colectivo AVENTAR. Vindo o convite donde e de quêm veio, aceitei. Mas mantendo este meu espaço "a solo" (a única condição que coloquei). Pois façam o obséquio de passar por lá sempre que quiserem.
Aproveito e coloco aqui o meu primeiro post no Aventar:
Não sei se ainda existe mas a Antena 3 tinha um spot que dizia: “A minha primeira vez foi na 3”. Já um amigo meu, um gabarolas, costuma dizer: “A minha primeira vez foi a três”. Ora, a minha primeira vez foi…"colectiva". A minha primeira vez na blogosfera, entenda-se…
Foi num blogue colectivo, o já defunto “Quando Calhário”, que me iniciei nestas coisas. Depois vieram outros. Nos últimos tempos bloguei a solo no “Sinaleiro da Areosa”. Entendeu um amigo do Aventar meter-se na alhada de me convidar a fazer parte deste grupo. Confesso que hesitei um pouco menos que o Miguel Dias. Ao José Freitas só a contragosto digo que não. Contem comigo.
E mais não digo que hoje o meu Porto perdeu e as grandes dores são mudas.
Estou orgulhoso da minha equipa e este é um sentimento nada habitual quando a vejo perder. Não discuto se perdeu mal, se houve dedo do Platini ou pé do analfabeto. Não vou por aí. O Porto perdeu. Ponto final.
Quando o jogo terminou enfiei-me no carro para regressar a casa. Acontece que sair do Dragão é um pesadelo. Aproveitei para sintonizar a TSF e ouvir essa coisa tenebrosa com a qual, assumo, pactuo com certo prazer: o rescaldo do jogo. Um palrador, cujo nome não retive, explicou que perdemos contra a melhor equipa do Mundo. MENTIROSO. O Manchester é que ganhou à melhor equipa do Mundo. Depois disso, um daqueles “pés de microfone” que pululam no jornalismo desportivo, colocou em antena o analfabeto do Ronaldo e que disse este? “Foi um prazer marcar ao Porto”. Ora nem mais. O palrador de serviço afiançou que Ronaldo foi inconveniente e despejou mais qualquer coisinha contra o bichano. NÃO FOI, não senhor. A mim é que me deu um especial prazer ouvir esta catraia destilar ódio sobre o F.C. Porto. É a prova que faltava a muitos que julgam que nós, nortenhos, é que somos uns grunhos. Não, não estamos sozinhos. A grunhisse é uma filosofia nacional.
Acontece que são estas manifestações de amor pátrio que nos devem aquecer a alma e fazer recordar algo muito simples: existe uma fronteira natural, a Serra de Aire e Candeeiros. O resto é treta e grunhisse avulsa.
Já estou que nem posso. A sofrer. Nunca mais começa o jogo.
Amanhã lá estarei, na melhor sala de espectáculos do país, a ver o meu Porto a disputar algo absolutamente fantástico: se é uma das oito ou se é uma das quatro melhores equipas do Mundo. Aconteça o que acontecer, chegar até aqui foi um enorme feito. Aquele jogo em Manchester foi um hino ao bom futebol. Foi um tratado de humildade e trabalho versus a eterna arrogância dos bifes. Aconteça o que acontecer, estou orgulhoso. O orgulho de ser Portista. Quando, pelas 19h44, o hino da champions ressoar pelas colunas do Dragão vou recordar Viena, relembrar Gelsenkirchen e suspirar pela eterna Roma.
A escolha de Rangel é um desperdício. Enquanto líder da bancada parlamentar, Paulo Rangel estava a fazer um bom trabalho e também me parece ser difícil a sua substituição. Mas enfim. Passei a olhar com atenção os passos de Rangel quando o vi a defender a fusão das cidades do Porto e Gaia. Não apenas por concordar em parte – faltava Matosinhos e Maia para a proposta ser perfeita – mas pela “pedrada no charco” que ela fora. Mais uma vez, temos um homem do Porto a afastar-se da rota prioritária. Daí a minha preferência por Marques Mendes.
Durante meses resisti ao IKEA. Foram largos meses de resistência. Até um dia. O fatídico dia que me foi transmitido, superiormente, da exiguidade do orçamento disponível para a aquisição de vasta panóplia de móveis de escritório. A saber: três secretárias (das de quatro pernas, bem entendido), uma mesa de reuniões decente (ou perto disso), um móvel para arrumos e arquivo morto, cadeiras e um biombo. Tudo pela módica quantia de €300,00. Repito, trezentos euros. Uma fortuna, como facilmente se compreende. Lembro-me de gozar o CAA quando se declarou impotente perante a força do IKEA e do respectivo chamamento familiar. Gozei, gozei e acabei por pagar.
Porém, continuo a resistir com todas as forças a algo ainda mais diabólico: a Nespresso. Eu, consumidor diário de valentes doses de cafeína. Nunca menos de meia dúzia. Uma dose diária cavalar. Seis cimbalinos. No mínimo. Recuso-me a comprar a Nespresso. Mesmo que tire, e tira, maravilhosos cimbalinos de chorar por mais. Sempre que a tentação se avizinha, recuo. Nem pensar. Eu não tenho pachorra para estar uma hora na bicha (sim, bicha! que fila é para mouros) para adquirir um pacote de doses de cimbalino. Sou daqueles que ri a bom rir quando vê a loja da Nespresso a abarrotar pelas costuras. Por acaso já repararam no ar de profunda tristeza da maralha em pé, ordeiramente, esperando a sua vez, por exemplo, na loja da Nespresso do Norte Shopping? É de loucos.
Uma Nespresso? Isso só para o enganador do Clooney. Eu continuo firme: nada como um cimbalino no Luar. Curto e em chávena fria, s.f.f.
Pois é, o Sinaleiro pôs-se a monte e não deu cavaco a ninguém durante quatro dias. As minhas desculpas aos amigos que tento recompensar com uma palete de fotos por Terras do Demo e um regresso, sempre e cada vez mais, ao Douro Património da Humanidade. Acompanhando os Romanos e perdendo-me por terras de Mouros, seja no Vale dos Mil ou no território da Maria Ardida. Entre Douro e Beira Alta.
Por último: Prémio "Dor de C..otovelo" (para ser simpático) atribuído ao sr. eugénio que escreveu a seguinte pérola: "capaz de ombrear com os melhores da europa quando estes não revelam tudo" e que depois emendou a mão e escreveu ISTO.
Hoje não consigo escrever nada. A ansiedade mata-me o cérebro. Não é fácil para ninguém ver o seu clube assim, entre os 8 melhores do Mundo. A emoção é demasiado forte para escrever.
O Miguel Esteves Cardoso é, para mim, absolutamente genial. O seu último artigo na J (Passe de Letra - "Mais Portistas e menos portugueses, s.f.f") é um verdadeiro tratado:
"...os Portistas não são sinónimos exactos de portugueses. Para mime para os portistas, por exemplo, só os nortenhos são portugueses a 100 por cento. O resto são mouros e neutros."
Um momento muito especial de Patrizia Laquidara que merce ser ouvido até ao fim. Garanto que vos vai surpreender (ALÔ CASA DA MÚSICA, estão à espera de quê???):
Guidati dal suono ipnotico del mare, ci imbarchiamo con Patrizia Laquidara in un viaggio che è ad un tempo viaggio musicale, viaggio culturale e viaggio dell'anima; dalla Genova di De André al Golfo di Napoli, dal Mediterraneo andaluso di Garcia Lorca alle coste atlantiche portoghesi, e quindi al Nuovo Mondo, dal Mar del Plata di Piazzolla alle coste brasiliane. La voce di Patrizia tesse un arazzo che è anche una mappa stilistica; fra canti sefarditi e polifonia rinascimentale, fra la canzone d'autore napoletana e quella popolare di Lorca, fra tango e fado. Sosteremo attoniti su sentieri illuminati dalla luna, e dalla luna ci lasceremo abbronzare, come disse Pablo Picasso. Ideato a quattro mani da Patrizia e da Filippo Furlan, storico della musica e navigatore della voce, Creuza de Luna pulsa di forti suggestioni poetiche (Kavafis, Pessoa, Meireles, De Moraes , Lorca ) portate anche sulla scena da una voce recitante, che interagisce con le musiche interpretate da Patrizia accompagnata da Mirco Maistro alla fisarmonica, Andrea Neresini alla chitarra, Lorenzo Pignattari al contrabbasso, Luca Nardon alle percussioni.
Em Maio de 2007 chamei a atenção para um álbum acabado de sair em Itália da cantora Patrizia Laquidara. A mais portuguesa das italianas, escrevi eu AQUI. Foi uma das minhas escolhas do ano de 2007.
É já esta segunda, 6 de Abril, que Lisboa recebe a Patrizia. Tarde, quase dois anos depois. Mas mais vale tarde que nunca. Aqui fica a "posta" escrita na altura e um vídeo da mesma:
"Patrizia Laquidara é a mais portuguesa das cantoras italianas. Uma obra e uma voz a descobrir.
Em viagem por Itália, ao folhear um jornal diário de Bolonha, dei de caras com uma entrevista da cantora Patrizia Laquidara. A minha paixão por música e a curiosidade natural de turista, fez-me ler a peça jornalística. A dada altura, o jornalista pergunta-lhe qual a sua fonte inspiradora. A resposta deixou-me mudo de espanto:
"O Fado é a minha inspiração. Se aproveitares para ouvires essa música típica de Portugal, compreendes melhor a minha sonoridade. É no Fado que me inspiro, sem dúvida"; "Eu amo Lisboa".
Eu nem queria acreditar. Em plena Itália encontro uma cantora de sucesso na sua terra natal que se inspira neste meu/nosso pedaço. Escusado será dizer que, na primeira oportunidade, entrei numa loja de discos (agora diz-se de "CDs") e avancei para um posto de escuta curioso por ouvir esta obra, "Funambola". Uma voz suave, um canto sentido, próximo dos nossos sons (não apenas do Fado). Há aqui uma latinidade que nos envolve e nos faz lembrar "Bossa Nova", algumas divas mexicanas e, sem dúvida, fado e a moderna música portuguesa. As suas fontes são nítidas - muito de Adriana Calcanhoto, muito de Tribalistas. As suas referências pessoais são, citando-a, Madredeus, Amália, Marisa, Mísia, Cesária Évora, Caetano Veloso, Natacha Atlas, Lhasa de Cela e Carlos Nunez. Ou seja, uma verdadeira paixão lusófona e latina. Eu que considero Natacha Atlas, Lhasa de Cela e Madredeus como referências incondicionais, tinha tudo para ficar rendido.
Patrizia Laquidara nasceu na Catânia e publicou até agora dois álbuns, "Indirizzo Portoghese" e, no passado dia 13 de Abril de 2007, "Funambola".
"Funambola" é um disco que não me canso de ouvir e descobrir. A sua voz apaixona qualquer um, mesmo o mais duro de ouvido! Temas como "L´equilibrio è un miracolo" ou "Senza pelle" impressionam pela sua sonoridade e facilidade de "entrar no ouvido". Que dizer de "Va dove il mondo va", "Personaggio" (o mais brasileiro dos temas) ou "Noite Luar" (uma música cantada em português e profundamente lusitana)?
Funambola é um disco obrigatório. Acreditem!Fico à espera que os programadores da "Casa da Música", que nos costumam brindar com concertos fabulosos (lembro Lila Downs e Natacha Atlas, momentos sublimes desta sala de espectáculos), ouçam Patrizia Laquidara e nos brindem com a sua presença". - 9 de Maio de 2007, Comunicatessen.
Segundo o blogue "O Porto de Leixões", Marco António será o candidato do PSD/CDS a Matosinhos. O "Porto de Leixões" costuma andar sempre bem informado sobre as andanças deste concelho vizinho da Areosa. Por acaso, as fontes do Sinaleiro contrariam esta informação. Não sei. Mas estou inclinado a acreditar no PdL.
De qualquer forma, seria uma candidatura interessante e estimulante. A guerra à esquerda, entre Narciso e Guilherme promete. Se o PSD não apresentar um candidato forte, Narciso ganha de caras e o PSD arrisca um resultado abaixo de cão. Penso eu. Ora, Marco António seria um forte candidato. Mas é, para ele, um risco tremendo. Se perder, espera-o uma longa travessia no deserto. Se ganhar, temos um forte candidato a líder da AMP.
Uma coisa é certa, só a hipótese já enerva os socialistas de Matosinhos, o que é um bom sinal.
Quando os políticos entram num espiral de desespero somam asneiras atrás de asneiras e não há “spin doctors” que os salvem. Está é uma verdade de La Palice que constato há anos. Por defeito profissional, acredito na célebre máxima do grande Emídio Rangel, adaptada que nisto da memória os anos fazem mossa: “vendo um PR como vendo um sabonete”. Sei que as almas mais puritanas não acreditam nesta teoria e nem a querem admitir. Sobretudo se forem políticos. Eu sei que custa aceitar. Mas é mesmo assim.
Um intróito para chegar ao cerne da questão: Sócrates está desesperado. Uma afirmação alicerçada NESTA informação. Como facilmente lhe explicaram, estou certo, os especialistas da LPM, processar “colunistas” é um disparate com efeito boomerang. O primeiro resultado é óbvio: publicidade e da boa para o escriba. O segundo resultado é a criação de um mártir. No caso, um mártir das letras impressas. Pelo caminho, entra a má publicidade: um a um, os blogues publicitam a coisa e entram em delírio solidário. Antes, o Twitter é pasto para juras de amor ao novel sacrificado. Posteriormente, teremos os mais inflamados editoriais de apoio. Mais tarde, a pouco e pouco, o Povo começa a não achar piada e a levar a coisa para o campo da perseguição e em cena surge o coitadinho do rapaz a ser perseguido pelos tubarões que nos governam. O eterno Louçã já prepara a fotocópia do artigo para o próximo plenário. O Paulinho vai marcar uma conferência de imprensa para as 20h e o Jerónimo já pediu à CGTP uma manif daquelas. A Manuela vai seguir a teoria do cherne e esperar. Pelo andar da carruagem nem precisa de falar, o poder vai-lhe cair no colo de borla.
Em suma, de tiro nos pés em tiro nos pés, Sócrates caminha a passos largos para o precipício. A esta altura já ouve qualquer patarata. O Luís Paixão Martins já pode começar a encaixotar as suas coisinhas. Já não vale a pena. Independentemente do resultado das próximas legislativas, Sócrates já está que queda livre.
Entretanto, a Pátria ganhou mais um mártir. Tavares, João Miguel.
Anónimo disse... "Aqueles para quem a história do futebol português é feita pela Comissão Disciplinar da Liga continuarão pelos anos fora a dizer que o F.C. Porto e o seu presidente foram castigados por terem cometido actos corruptos. Aqueles para quem a justiça se faz nos tribunais, e não na praça pública ou em órgãos disciplinares, saberão que, na hora da verdade e no único local que verdadeiramente interessa, o Apito Dourado se esfumou e as acusações que tanta tinta fizeram correr e tanto dinheiro fizeram gastar aos depauperados cofres da nação foram derrotadas. " 3 de Abril de 2009 20:19
Depois de um post sobre o estado do regime, nada como regressar a temas realmente séries. Esta pérola encontrei AQUI. Aproveito para partilhar convosco a maravilhosa capa e respectiva contracapa.
Se ela pega ou não na gaita, é lá com ele. Quanto ao Linda, estamos conversados. Já no tocante aos títulos das cantigas: uma coisa de outro mundo. Entre todas chamou-me a atenção esta pérola: "Mete só a cabeça". Ou muito me engano ou estamos perante mais uma amiga da Anes.
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