
Em 2006 o Governo do Eng. Sócrates apresentou com toda a pompa e circunstância o projecto das plataformas logísticas.
A Plataforma Logística Maia-Trofa é uma plataforma multimodal concebida para dar apoio logístico à Área Metropolitana do Porto, sendo também um complemento ao porto de Leixões. É fundamental para potenciar o desenvolvimento da economia local e da região e servirá, também, para reorganizar os fluxos logísticos provenientes da região Norte de Portugal e da Galiza. Estamos a falar de um território com uma população de 2,8 milhões de habitantes e que representa 36% do PIB industrial português.
Nesta actual conjuntura económica de crise profunda e de aumento acentuado do desemprego, a Plataforma Logística Maia-Trofa é fundamental para a dinamização económica de toda esta região. Estamos a atravessar uma profunda crise e temos o governo a injectar milhões atrás de milhões procurando "apagar" os diferentes fogos. Este projecto é daqueles que podem ajudar a criar riqueza, potenciar a economia regional e nacional e é gerador de emprego.
O grupo Somague tinha sido escolhido pelo Governo para a construção da plataforma Maia-Trofa. Segundo a imprensa, a Somague desistiu da parceria com o Estado (ver
AQUI ou
AQUI).
"Não é rentável", foi o motivo avançado pela empresa e que deriva, segundo esta, dos preços dos terrenos e da dificuldade em chegar a acordo com os cerca de 20 diferentes proprietários dos ditos.
Porém, existem outros interessados em avançar com este projecto, noutro local próximo do actual, mas com a vantagem de ter apenas 6 proprietários e do modelo de negócio não passar pela aquisição directa dos terrenos (principal motivo da desistência da Somague) mas sim pela criação de uma SA entre eles. Para tal, só é necessário o compromisso do Estado para a construção dos acessos directos à A24 (a 1,6 Km) e à A3 (reduzido nível de complexidade). Permitiria juntar o futuro Centro Intermodal com os planos de investimento do Grupo Jerónimo Martins, CP e com ligação, entre outros, à BIAL. Uma proposta avançada que foi apresentada recentemente à Câmara Municipal da Maia (ou até avançada por esta, se não me engano).
Ou seja, estamos perante um problema com solução à vista se, sublinhe-se o se, o Governo quiser mesmo ajudar a região a combater a crise. Ora, este "se", pode marcar a diferença entre a mera promessa ou realidade de uma política de desenvolvimento económico. É por estas e por outras que a Regionalização é fundamental para o nosso desenvolvimento. Uma política de proximidade teria evitado a perda de tempo, o atirar dois anos ao lixo.
Vamos esperar para ver.