domingo, 31 de maio de 2009

Tripla Intifada:

1. Claro que a decisão do Juiz do caso da menina russa (Alexandra) não me surpreendeu nem um pouco.
Por muito que custe, e pode-me custar muitos amargos de boca com a justiça, em Portugal nota-se, cada vez mais, uma impreparação gritante de boa parte dos senhores e das senhoras juízas. Nos casos de violência doméstica é o que se sabe. Naqueles que se assemelham com este, é recorrente. Aliás, Fernando Madrinha, no Expresso deste sábado, fala em “brutalidade” da decisão da Relação de Guimarães. Eu acrescento, incompetência pura de quem sabe que nunca será julgado por tal. O juiz ficou perturbado e surpreendido. Pior ficou Alexandra a quem este senhor estragou a vida.
Os que acreditam em Deus dirão “Que Deus lhe perdoe”. Eu prefiro dizer: Não há perdão para quem comete um crime destes.


2. Num dos mais brilhantes Editoriais que me foi dado a ler nos últimos anos, o Expresso de sábado, chama a atenção para um facto: “O Tribunal de Faro deu como provado que Leonor Cipriano foi torturada nas instalações da Polícia Judiciária de Faro”. Acrescentando, “Se fosse nos EUA, teríamos todos os bem-pensantes a protestar” sobretudo, acrescento eu, a nossa esquerda caviar capitaneada pelo inenarrável Louçã, de braço dado com o mano Portas e a bênção do padrinho Manuel Alegre.
Foi em Portugal, mais precisamente em Portimão, que os senhores agentes espancaram a suspeita de um crime. Aliás, no nosso país, as diferentes escadarias de esquadras de polícia convivem muito mal com os bons sapatos “made in Portugal”, existindo uma óbvia tendência traiçoeira para quedas violentas dos utentes ocasionais destes estabelecimentos. A esquerda caviar dirá que são resquícios do salazarismo. Não são. São a proverbial incompetência lusa. A mesma que leva determinados juízes a seguir a chamada Lei do Menor Esforço, uma verdadeira instituição nacional.


3. Depois de duas notas sobre incompetência, nada como terminar com a excelência dos competentes. Reunidos hoje no estádio municipal de Oeiras, os jogadores do Futebol Clube do Porto explicaram ao país como se consegue vencer quando se é competente. Um adepto do Porto, certamente por descuido, afirmou perante um pé de microfone de uma das televisões que, “de Coimbra para baixo quero tudo a arder”. Este compatriota, bom Pai de família, não percebe muito de geografia. Não faz mal, o Sinaleiro explica: Não é de Coimbra para baixo, é da Serra de Aire e Candeeiros para baixo. E não é preciso arder, meu caro, basta desanexar...

2 comentários:

Maia disse...
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FMSá disse...

Aqui, por muito que custe, não entra a campanha eleitoral na Maia ou noutro qualquer lugar, com excepção de postas do tema colocadas pelo sinaleiro - nessas podem comentar.

As minhas desculpas mas no Sinaleiro não. Podem sempre fazê-lo nos blogues da Maia.

Obrigado.