quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Maia - Trofa: Plataforma Logística:


Em 2006 o Governo do Eng. Sócrates apresentou com toda a pompa e circunstância o projecto das plataformas logísticas.


A Plataforma Logística Maia-Trofa é uma plataforma multimodal concebida para dar apoio logístico à Área Metropolitana do Porto, sendo também um complemento ao porto de Leixões. É fundamental para potenciar o desenvolvimento da economia local e da região e servirá, também, para reorganizar os fluxos logísticos provenientes da região Norte de Portugal e da Galiza. Estamos a falar de um território com uma população de 2,8 milhões de habitantes e que representa 36% do PIB industrial português.

Nesta actual conjuntura económica de crise profunda e de aumento acentuado do desemprego, a Plataforma Logística Maia-Trofa é fundamental para a dinamização económica de toda esta região. Estamos a atravessar uma profunda crise e temos o governo a injectar milhões atrás de milhões procurando "apagar" os diferentes fogos. Este projecto é daqueles que podem ajudar a criar riqueza, potenciar a economia regional e nacional e é gerador de emprego.


O grupo Somague tinha sido escolhido pelo Governo para a construção da plataforma Maia-Trofa. Segundo a imprensa, a Somague desistiu da parceria com o Estado (ver AQUI ou AQUI).

"Não é rentável", foi o motivo avançado pela empresa e que deriva, segundo esta, dos preços dos terrenos e da dificuldade em chegar a acordo com os cerca de 20 diferentes proprietários dos ditos.


Porém, existem outros interessados em avançar com este projecto, noutro local próximo do actual, mas com a vantagem de ter apenas 6 proprietários e do modelo de negócio não passar pela aquisição directa dos terrenos (principal motivo da desistência da Somague) mas sim pela criação de uma SA entre eles. Para tal, só é necessário o compromisso do Estado para a construção dos acessos directos à A24 (a 1,6 Km) e à A3 (reduzido nível de complexidade). Permitiria juntar o futuro Centro Intermodal com os planos de investimento do Grupo Jerónimo Martins, CP e com ligação, entre outros, à BIAL. Uma proposta avançada que foi apresentada recentemente à Câmara Municipal da Maia (ou até avançada por esta, se não me engano).


Ou seja, estamos perante um problema com solução à vista se, sublinhe-se o se, o Governo quiser mesmo ajudar a região a combater a crise. Ora, este "se", pode marcar a diferença entre a mera promessa ou realidade de uma política de desenvolvimento económico. É por estas e por outras que a Regionalização é fundamental para o nosso desenvolvimento. Uma política de proximidade teria evitado a perda de tempo, o atirar dois anos ao lixo.


Vamos esperar para ver.

5 comentários:

José Freitas disse...

O projecto deve avançar, seja com este empreendedor, seja com outro. Com o formato previsto ou outro, eventualmente mais modesto mas talvez mais realista. Se assim não for, é mais um prego na depressão do Norte.

Jose Silva disse...

Caro Fernando,

Não dá para colocar a plataforma junto ao Porto de Leixões ?!?!?

É que nesse cenário irira obrigar a que o comboio de elevada velocidade POrto-Minho-Vigo passasse junto ao aeroporto!!!!

FMSá disse...

A plataforma já está a ser feita em Leixões, esta é complementar.

Já agora, alguém me sabe explicar qual a vantagem do TGV Porto-Vigo?

JOSÉ MODESTO disse...

Caro José Silva, penso que as plataformas logisticas não têm que ser juntos dos Portos, só deveram ser junto dos portos quando a malha empresarial ou zonas industriais se localizam perto do(s) referido(s) Porto(s).
Claro que deveria existir zonas industriais junto dos portos...mas se reparar elas não existem.
Acho que as plataformas logisticas são motores de desenvolvimento, no entanto e perante a conjuntura económica actual não estão a ter especial relevo...estamos em crise.
Sobre o TGV Porto-Vigo acho um desperdicio total de dinheiro.
Não faz sentido nenhum.

vítor sá @ BIFE RadioShow disse...

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